ACONTECE… Nas melhores familias!
Na ultima sexta fiquei em reunião até as duas e meia da manhã discutindo orçamentos. A reunião foi um sucesso! Super agradável com gente maravilhosa e tudo fluiu como esperado.
Perfeito!
Ontem, não fiz absolutamente nada.
Saí da cama as onze da manhã, decidi passar o dia fazendo nada. A tarde fiquei numa padoca batendo papo com um amigo e depois de vários cafés, acabei comprando um livro- “Seu príncipe pode ser uma cinderala” - já li inteiro.
O tema do livro é bem legal mas a forma como as autoras abordam é meio tonto. Segundo elas, todos os homens existentes no planeta podem ser gays enrustidos em potencial.
Meio complicado isso uma vez que vaidade, sensibilidade, amor, delicadeza e gentileza não são exclusividade de homossexuais porém, o livro é um alerta para as “cinderelas” que vivem em busca do homem perfeito.
Cuidado com este homem dos sonhos, este sim pode ser uma baita cinderela!
Tenho uma amiga que passou por isso, namorou um gay enrustido durante muito tempo. O planeta via, menos ela. Ela gostava de acreditar que tinha encontrado o homem ideal. Era feliz com ele.
A desconfiança começou quando um dia por engano, ele vestiu uma calca “stretch” dela e saiu borboleteando pela casa naquele “jeans skinny” feliz com o corpinho recém esculpido, gritando pelos 4 cantos:
“Olha meu corpinho… olha meu corpinho…”
E vestindo o skinny jeans dela, foram ao cinema.
Outra evidencia foi quando num ato falho, passando pela avenida do jóquei, ele confessou ter atração por travecos…
Bastava uma festinha mais alegre pra ele soltar a franga, afinar a voz, e fazer trejeitos meio moles.
Certa vez, num encontro de faculdade, ele a levou para conhecer seus velhos e melhores amigos de república, e ela estranhou muito porque todos eram absolutamente gays.
Naquele dia ela disse ter se sentido estranha mediante os olhares de pesar que recebia das bibas.
Olhares que diziam: “acorda bruaca, teu namorado é gay”.
O seu gaydar fez com que ela ligasse o pisca alerta e só então ela se deu conta que aquele sexo morno e tíbio quando acontecia, tinha outra razão de ser que não a aclamada incompetência dela.
É claro que a minha amiga despertou e terminou o namoro com o pobre “homem”.
Imediatamente, ele arrumou outra bonita companheira – desta vez uma bem tontinha e facilmente enganável, e com ela se casou.
Acumula em seu currículo vários casamentos, e hoje, convivendo numa sólida união, esconde-se perfeitamente dentro de um closet ermeticamente fechado.
Muito triste e digno de pena, da mais absoluta pena quem ainda sofre desta sindrome de escondimento.
O livro pelo menos trás a baila um tema que deveria ser discutido abertamente. Porém, segundo as autoras, qualquer homem mais vaidoso seria gay. Isso é preconceituoso e ridículo.
Não existe certo ou errado.
Cada um é cada um e faz da sua vida o que bem entende.
Ninguém tem o direito de dizer se é melhor duplas de homem/mulher ou homem/homem ou mulher/mulher.
Existindo amor, tanto faz!
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