ACONTECE… Na sala de espera!
Tenho de ter uma paciência de Jó. Bom, como disse uma pessoa muito querida: todo mundo tem seu dia de araruta ou mingau, mas alguns dos meus dias são de angu mesmo!
Detesto insegurança, acho insuportável tripudiar sobre alguém para sentir-se superior e acho uma tremenda pobreza de espirito crer-se o centro do universo.
Às vezes, me machuco por acreditar demais, mas ainda prefiro acreditar no ser humano a questioná-lo. Ainda mais se eu não dominar o tema, no meu dicionário isso se chama petulância, ou melhor, insegurança. Fazer o que? – cada um no seu quadrado.
Por falar em retas, eu adoro curvas e acho fantástico quem as manipula bem.
Tive a felicidade de viver pertinho de Barcelona - Catalunha – Uma região da Espanha onde se respira arte. Há 40 minutos em trem de onde eu morava, estava Figueres, cidade de um Catalão muito louco por quem sempre tive profunda admiração; Salvador Dali.
Livre, autêntico, seguro de si e por tudo isso, maravilhoso, ele era um apaixonado pela vida e sua obra segue desafiando e instigando nosso olhar e a nossa imaginação em pleno sec. XXI.
Nos anos 30 ele desenhou a cadeira Leda- retirada de uma de suas pinturas. Nos anos 90 a famosa BD Barcelona fabricou a cadeira em latão polido e depois dessa saga toda ela chegou ao Brasil. E tinha de ser na Micasa – uma loja fantástica, com móveis modernos e bonitos e com uma gente gostosa de conviver (meus amigos).
O precinho da cadeira é de obra de arte também – R$ 112.590,63 –acho que poderiam arredondar pra R$ 112.000,00 facilitaria o troco.
Eu teria uma cadeira dessa fácil, e o preço seria apenas um mero detalhe – nunca quis ser a pessoa mais rica do cemitério – difícil é ter o mero detalhe no bolso.
Babei na cadeira que não deixa de ser, kitsch, apaixonante, louca e instigante.
Amei!
Vou tomar um café na Micasa só pra sentar-me num Dali, ou melhor, numa peça desenhada por ele.
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